Para alguns problemas levantados sobre a ação humana nos capítulos anteriores, Fernando Savater deu como solução a frase seguinte: “faz o que quiseres”
Isto parece, no entanto, contraditório. Se cada um fizesse simplesmente o que quisesse, a ação humana tornar-se-ia extraordinariamente simples, não levantando os mesmos problemas que estamos a tentar resolver.
Há portanto que fazer um reparo a interpretações mais desatentas: fazer o que queremos não é fazer o que nos apetece. Isto é facilmente verificável quando, por exemplo, queremos tirar boa nota num teste, mas não nos apetece estudar. O que nós queremos de facto é tirar boa nota e não passar a tarde a ver vídeos de gatos fofinhos na Internet. Com todo o respeito pelos gatinhos, não parece que sejam a opção mais prática para atingir o fim pretendido, a minha professora de matemática que o diga.
Como vimos, frequentemente temos sentimentos contraditórios em relação à nossa ação, e é daí que surgem os problemas éticos
O que Savater quer realmente dizer com a tal frase, é para derivarmos a nossa ação da nossa própria consciência, ou seja, para fazermos bom uso da nossa liberdade. Não digo fazer uso porque, como é referido no capítulo, a liberdade não é uma questão de escolha. Não podemos escolher não ser livres, porque essa escolha seria ela própria uma expressão de liberdade. O livre-arbítrio é uma característica humana, e estamos por isso, condenado a ele.
Para alguns problemas levantados sobre a ação humana nos capítulos anteriores, Fernando Savater deu como solução a frase seguinte: “faz o que quiseres”
ResponderEliminarIsto parece, no entanto, contraditório. Se cada um fizesse simplesmente o que quisesse, a ação humana tornar-se-ia extraordinariamente simples, não levantando os mesmos problemas que estamos a tentar resolver.
Há portanto que fazer um reparo a interpretações mais desatentas: fazer o que queremos não é fazer o que nos apetece. Isto é facilmente verificável quando, por exemplo, queremos tirar boa nota num teste, mas não nos apetece estudar. O que nós queremos de facto é tirar boa nota e não passar a tarde a ver vídeos de gatos fofinhos na Internet. Com todo o respeito pelos gatinhos, não parece que sejam a opção mais prática para atingir o fim pretendido, a minha professora de matemática que o diga.
Como vimos, frequentemente temos sentimentos contraditórios em relação à nossa ação, e é daí que surgem os problemas éticos
O que Savater quer realmente dizer com a tal frase, é para derivarmos a nossa ação da nossa própria consciência, ou seja, para fazermos bom uso da nossa liberdade. Não digo fazer uso porque, como é referido no capítulo, a liberdade não é uma questão de escolha. Não podemos escolher não ser livres, porque essa escolha seria ela própria uma expressão de liberdade. O livre-arbítrio é uma característica humana, e estamos por isso, condenado a ele.
Rodrigo Saraiva/ nº 24/ 10º A