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Questão orientadora 2




Capítulo 2 – Quais os principais motivos que explicam muitas das nossas ações (ou seja, porque fazemos aquilo que fazemos)?
 

Comentários

  1. No segundo capítulo do seu livro “Ética para um jovem”, Fernando Savater introduz o conceito de motivo, ou seja, aquilo orienta a ação humana.

    Segundo o autor, os motivos que guiam a ação humana são, na maior parte dos casos, ordens, costumes, caprichos e motivos funcionais.

    As ordens, tal como está no dicionário, são coisas que nos mandam fazer, os costumes são aquilo que os outros, e consequentemente nós acabamos por fazer de forma repetitiva e os caprichos são aquilo que nos apetece fazer. Os motivos funcionais são as condições necessárias para cumprimos qualquer ordem ou costume, ou para seguirmos algum capricho.

    Conseguimos então organizar estes motivos em dois grupos: os internos, e os externos.

    O critério que os separa é a origem, e tal como o nome denuncia, os motivos internos têm origem na nossa pessoa, enquanto que os externos têm origem em tudo o que não somos nós.
    Assim sendo, os caprichos incluem-se nos motivos internos, enquanto que ordens e costumes são motivos com origem externa. O autor escolhe não considerar os motivos funcionais, mas tomo a liberdade de os colocar nos motivos externos, já que ninguém tem culpa de ter que estudar para ser rico, o mundo é assim, e o mundo não somos nós.

    Mas porque carga d’água nos deixamos conduzir por ordens e costumes, impostos pelos outros? Para além da estima que temos por eles, é mais fácil e cómodo não os contrariar (principalmente nos costumes), e temos medo de represálias, ou esperança de uma recompensa caso lhes façamos caso (principalmente nas ordens).

    Escusado será dizer que nos sentimos mais livres quando seguimos os nosso caprichos, mas estes parecem não ter tanto peso na nossa ação como as ordens, por exemplo, já que estas são (ou sentem-se) obrigatórias. Apesar de depender da pessoa, os caprichos também parecem ter menos peso que os costumes. Imagino poucos rapazes da minha turma a levarem uma mini-saia para a escola se um dia lhes desse na gana (talvez só um ou dois).

    No entanto, podemos imaginar situações nas quais as ordens, os costumes e os caprichos não servem para orientar a nossa ação. Às vezes os outros não têm soluções, ou têm más soluções aos nossos problemas, e os nosso caprichos não podem ser tidos em conta, já que são muitas vezes infazíveis. É preciso portanto inventar.

    Não podemos no entanto, inventar de qualquer forma. Já percebemos que na ação humana não vale tudo, e é aí que Fernando deixa o capítulo, num suspense “digno de Hitchcock”.

    Rodrigo Saraiva/ 10º A / nº 24

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