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Mensagens

A mostrar mensagens de 2017

Orientações de preparação do teste de avaliação sumativa

Objetivos específicos : -          Caracterizar o ponto de vista moral -          Saber o que é a Ética -          Distinguir Ética e moral -          Justificar por que razão devemos agir moralmente -          Apresentar o problema da fundamentação da moral -          Explicitar a Ética de Kant. -          Apresentar duas críticas à Ética kantiana. -          Explicitar a Ética utilitarista. -          Apresentar duas críticas à Ética utilitarista. Páginas do livro : 120-1; 132-151. Não te esqueças de consultar os materiais respetivos na Dropbox. Bom estudo!

Poderá o dinheiro comprar tudo?!

Será eticamente permissível pagar a alunos para lerem livros? (Acontece numa escola com maus resultados, de Dallas, EUA, que oferecia, em 2012, $2 por cada livro lido.) E companhias de seguros pagarem para emagrecer? O filósofo norte-americano Michael Sandel, na obra What Money Can't Buy. The moral limits of markets , editado em 2012 pela Farrar, Strauss and Giroux/New York, afirma: «Vivemos num tempo em que quase tudo pode ser comprado e vendido. Ao longo das últimas três décadas, os mercados - incluindo as bolsas de valores - têm governado as nossas vidas como nunca. E não chegámos a esta situação através de qualquer escolha deliberada. É quase como se nos tivesse caído em cima.» (p.5) Neste livro, Sandel aborda uma das questões éticas mais importantes da atualidade: haverá algum mal no facto de tudo no mundo estar à venda? E se sim, como se poderá evitar que os mercados invadam esferas da vida a que não pertencem? Quais são os limites éticos dos mercados? Eis uma análi...

Kant e a "baleia azul"?

À partida, parece não haver qualquer relação séria entre o filósofo de Königsberg  e essa fatídica expressão dos nossos tempos! Mas há: mesmo que o dito “jogo” da baleia azul não constituísse, como constitui, um apelo ao suicídio, é sempre necessário perguntar: será o suicídio, em alguma circunstância, eticamente permissível? Immanuel  Kant (1724-1804) ajuda-nos a pensar esta questão, aliás pertinente também no que respeita à questão da eutanásia: «Segundo o conceito de dever necessário para consigo mesmo, o homem que anda pensando em suicidar-se perguntará a si mesmo se a sua ação pode estar de acordo com a ideia de humanidade  como fim em si.  Se, para escapar à situação penosa, se destrói a si mesmo, serve-se ele de uma pessoa como de um  simples meio  para conservar até ao fim da vida uma situação suportável. Mas o homem não é uma coisa; não é portanto um objeto que possa ser utilizado  simplesmente  como um meio, mas pelo contrário deve...

Leituras sobre ética

The Elements of Moral Philosophy , de James Rachels, editado pela McGraw-Hill Companies, Inc., em 2003, e traduzido para português em 2004, pela Gradiva, continua a ser uma das mais brilhantes introduções à Filosofia Moral, muito acessível a não filósofos profissionais. James Rachels, um acérrimo defensor do objetivismo em ética conduz-nos numa viajem, com as seguintes estações meditativas: - o que é a moralidade? - o desafio do relativismo cultural - o subjetivismo em ética - dependerá a moralidade da religião? - o egoísmo psicológico - o egoísmo ético - a abordagem utilitarista - o debate sobre o utilitarismo - haverá regras morais absolutas - Kant e o respeito pelas pessoas - a ideia de contrato social - o feminismo e a ética dos afetos - a ética das virtudes - como seria uma teoria moral satisfatória? Como se pode ver pelos temas desta introdução (ficam a faltar, naturalmente, outros tantos temas de Ética Aplicada), a Ética é hoje uma fecunda área da r...

Questão orientadora 9

Capítulo 9 – Do ponto de vista ético, como é que a sociedade deverá estar organizada politicamente?

Questão orientadora 8

Capítulo 8 – O que devemos fazer perante o prazer?

Questão orientadora 7

Capítulo 7 – Em que consiste (o que é) tratar as pessoas como pessoas?

Ver e pensar...

Questão orientadora 6

Capítulo 6 – Que relação há entre liberdade e responsabilidade?

O desafio do relativismo cultural (e do subjetivismo)

O relativismo cultural (RC) tem sido defendido, sobretudo, pela conhecida antropóloga Ruth Benedict e pelo filósofo contemporâneo Gilbert Harman. Mas, enquanto forma de compreender a questão dos critérios valorativos, é uma teoria com bastantes limitações, dado que não consegue escapar a críticas muito fortes. Uma dessas críticas é a de que o RC é incompatível com a tolerância como valor universal. Os adeptos do RC defendem que se percebermos que as culturas são diferentes e que nenhuma é melhor do que outra, então perceberemos que devemos ser tolerantes para com outras culturas diferentes da nossa. Mas isso é compreender, precisamente, que há, pelo menos, um valor – a tolerância – que não depende de nenhuma cultura. Pelo contrário, parece que depende de uma reflexão racional que nos conduz a compreender a verdade do juízo “devemos ser tolerantes”. Neste sentido, o critério para decidir da verdade ou falsidade dos juízos de valor não seriam as convenções sociais (como defende ...

Rir e pensar...

Questão orientadora 5

Capítulo 5 – Porque devemos tratar as pessoas como pessoas e não como coisas?

Questão orientadora 4

Capítulo 4 – O que quer dizer o autor com a expressão “faz o que quiseres”?

Filosofar? Trabalho árduo...!

« – Is it hard to do philosophy? – It's murder, absolutely. I compare it ... if you really want to know how to do it, you get up in the morning, there's a large brick wall and you run your head against that brick wall. And you keep doing that every day until eventually you make a hole in the wall. That's what it feels like.» (John Searle) In John Searle Interview : Conversations with History; Institute of International Studies, UC Berkeley, http://globetrotter.berkeley.edu/people/Searle/searle-con2.html

Questão orientadora 3

    Capítulo 3 – As ordens, costumes e caprichos parecem ser, muitas vezes, insuficientes para orientar a nossa ação. Porquê? O que fazer, então?

Questão orientadora 2

Capítulo 2 – Quais os principais motivos que explicam muitas das nossas ações (ou seja, porque fazemos aquilo que fazemos)?  

Questão orientadora 1

  Capítulo 1 – O que é a Ética?

Rir e pensar

Quantos cabelos têm de cair a uma pessoa para poder ser considerada calva? (Esta é uma questão à qual subjaz uma falácia: a falácia da anfibologia ou vaguidade. Consiste em jogar com a vaguidade de algumas palavras, levando-nos a crer que se torna impossível chegar a uma conclusão ou que é falsa determinada ideia, quando na realidade pode não ser. Neste caso, faz-nos crer que nunca poderíamos determinar exatamente quando uma pessoa pode ser considerada calva, já que se trata de um conceito vago!)

Será a (uma certa) filosofia um entrave ao conhecimento?

«Em geral, inclino-me a pensar que a maior parte, senão a totalidade, das dificuldades a que até agora os filósofos têm achado graça, e que bloquearam o acesso ao conhecimento, se devem inteiramente a nós mesmos — primeiro levantamos a poeira e depois queixamo-nos que não conseguimos ver.» Berkeley, Princípios do Conhecimento Humano (1710) Introdução, § 3.

Matrix – Uma caverna atualizada

(Texto comparativo entre o filme “The Matrix” e a “Alegoria da Caverna” de Platão) Enquanto a “Alegoria da caverna” foi escrita pelo filósofo grego Platão e inclui-se na sua obra “A República”, escrita há mais de dois milénios, “O Matrix” é um filme relativamente recente, de 1999, realizado pelos irmãos Wachowski. Considerando (para além da diferença cronológica) que “O Matrix” é uma ficção científica futurista, e que a “Alegoria da Caverna” é um texto filosófico sobre prisioneiros numa gruta, qualquer parecença parecer-nos-ia, pelo menos a uma vista desatenta, pura coincidência. Esta primeira impressão verifica-se errada. Não só ambas as “obras” apresentam estreitas semelhanças, como nenhuma delas é fruto do acaso, como já confirmado pelos realizadores do filme, que de entre as inúmeras influências religiosas, mitológicas, literárias e filosóficas destacadas, referiram a alegoria (da caverna) como tendo um papel especialmente importante. E isto, como estou prestes a demonstrar, not...

Questão para reflexão

–  Que sombras ou aparências, como as que se refere Platão na “Alegoria da Caverna”, ou de ilusões, análogas às provocadas pelo supercomputador no filme The Matrix, nos poderão estar hoje a enganar? Porquê?