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Problemas filosóficos atuais


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Em 2010, os filósofos John Perry e Ken Taylor, da Universidade de Standford, convidaram Brian Leiter, Jenann Ismael e Martha Nussbaum para proporem um top ten dos problemas filosóficos atuais. Eis o resultado:

10. Encontrar uma nova base para sensibilidades e valores comuns.
O mundo está economicamente mais interligado do que nunca. Mas ainda ferve de divisões e fragmentação social. Poderemos encontrar uma nova base de valores comuns que nos unam ao invés de nos separar?
9. Encontrar uma nova base para a identificação social.
Forças distantes e poderosas, que não respondem perante as comunidades locais, ensombram demasiado as nossas vidas. Como podemos apoiar as comunidades locais, as comunidades com as quais nos podemos identificar? Ou é a própria ideia de uma comunidade local uma ideia paroquial ultrapassada, adequada apenas a séculos passados?
8. O problema mente-corpo.
As Neurociências têm revelado muito sobre o cérebro. Será que este novo conhecimento resolve os antigos mistérios da mente? Ou será que reduz a mente a uma questão muda e nos rouba o que antes se pensava ser tão especial sobre nós?
7. Pode a liberdade sobreviver ao ataque da ciência?
A ciência, especialmente as neurociências, tem vindo a revelar cada vez mais sobre o verdadeiro funcionamento da mente, ameaçando explodir as nossas antigas crenças sobre coisas como a liberdade da vontade. Podem as práticas tradicionais que pressupõem a liberdade humana sobreviver a este ataque científico? Se não somos de facto livres, será realmente permissível punir pessoas, e até mesmo condená-las à morte, pelos seus atos ilícitos?
6. Informação e desinformação na era da informação.
O século XXI ameaça causar estragos na organização social da informação e do conhecimento. Estamos emersos num excesso de informações que chega até nós a partir de todas as fontes - algumas de confiança, outras não. Mas as velhas autoridades, que funcionavam para certificar algumas informações como verdadeiras e outras informações como falsas, estão rapidamente a ser desmanteladas. Como podemos distinguir o bem do mal, o trigo do joio? Nós, filósofos do novo século, enfrentamos, assim, problemas epistemológicos dificilmente imaginadas pelos nossos antecessores.
5. Propriedade Intelectual, na era da cultura remix.
As deias agora propagam-se como fogo – misturam-se e voltam a misturar-se num piscar de olhos. Pode a própria ideia de propriedade intelectual sobreviver nesta idade de remix? Estarão as ideias de propriedade intelectual fora de moda e, assim, a asfixiar o crescimento de uma nova cultura?
4. Novos modelos de tomada de decisão coletiva e racionalidade coletiva.
Resolver os problemas do século XXI exigirá ação racional coordenada em escala maciça. Mas nós realmente não temos modelos de racionalidade coletiva, não fazemos ideia das estruturas institucionais, sociais, políticos e económicas que nos permitam responder a estes desafios. Poderão os filósofos ajudar a construir tais modelos a tempo para nos guiar na resposta aos desafios deste século?
3. O que é uma pessoa?
Com a ascensão da clonagem de bebés projetados e fármacos que podem alterar a personalidade, melhorar a memória ou fazer bebés mais inteligentes, podemos ser forçados a repensar a própria ideia de pessoa humana. O que é exatamente uma pessoa humana, quando todos os aspetos da nossa maquilhagem genética, biológica e psicológica podem ser manipulados à vontade? Que parte, se for o caso, de uma pessoa é fixa e que parte será imutável?
2. Os seres humanos e o meio ambiente.
Que relação devem os seres humanos ter com o meio ambiente? Será que somos chamados a ser mordomos do ambiente? Ou será que o ambiente existe apenas para o explorarmos e usarmos? Nunca na história da humanidade tais questões têm sido tão prementes. Mas nós mal começámos a pensar nelas de uma maneira filosófica sistemática.
 
1. A Justiça Global.
Que novos princípios da justiça nos vão ajudar a gerir diferentemente os problemas do século XXI, designadamente como preservar o meio ambiente, permitindo que as nações mais pobres do mundo melhorem os seus padrões de vida? A filosofia do passado não nos fornece modelos adequados para responder a essas perguntas. É urgente que o filósofo do século XXI os procure.

(Tradução ad hoc)

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